Os meus livros Holandeses de 2015

Em 2015 juntei-me a um bookclub de expatriados, que como eu,  gostariam de melhorar o seu Holandês. Participar neste grupo foi uma das experiências enriquecedoras do ano que passou.

Ler e depois discutir um romance em grupo, era algo que não fazia desde as minhas aulas no ensino secundário. Mas na escola, posso confidenciar, que a experiência de ler e discutir um livro não era tão boa como esta. Talvez porque era limitada nos temas que o programa exigia, e também nem um quarto dos meus colegas participavam com interesse no exercício de discutir o dito livro.

Claro que ler um livro em Holandês é ainda uma tarefa árdua para mim. E ao mesmo tempo um prazer….é uma frustação….depois é interessante…depois super díficil, a cada página há novidades quanto ao meu estado de espírito. Por isso, quando fiz o balanço do ano, e me apercebi que li, nada mais nada menos que 8 livros, não pude deixar de sentir um pouquinho de orgulho.

Todos os livros são relativamente simples – com uma linguagem e narrativa fácil de acompanhar para quem está aprender Holandês num nível intermédio.

Para quem quer começar ou quer continuar a ler em Holandês em 2016, deixo-vos aqui um resumo dos livros que li, caso queiram aventurar-se por alguma destas histórias.

 

Deixo um link para mais detalhes sobre cada livro. Muitos destes livros, são do anual Boekgeschenk. Anualmente, um escritor é escolhido como homenagem para escrever um livro, que será oferecido a todos os que comprarem livros de autores Holandeses durante a semana.

1. Duel, Joost Zwagerman – é um romance sobre arte. O que faz um quadro ser arte e outro não? Será uma cópia de arte, arte também? Porque é que arte têm que estar confinada ao espaço limitado de um museu, ou a ricos coleccionadores na forma de compra, venda e especulação? São perguntas respondidas (ou não) por 3 personagens principais – um diretor de museu, uma nova artista em ascenção e um restaurador.

2. De Brug, Geert Mak – a história da capital da Turquia, da Europa e outros paises vizinhos, contada pelas histórias dos vendedores, pescadores e outras personagens que passam os dias numa das icónicas pontes de Istanbul. Leitura interessante e relativamente acessível.

3. Een mooie jonge vrouw, Tommy Wieringa – uma história do encontro e desencontro de um casal com uma grande diferença de idades. Será possível conciliar diferenças, quando a diferença entre novo e velho parece ser inconciliável? Não é de todo uma história de amor.

4. De kraai, Kader Abdolah –  um relato autiobiográfico do autor, sobre um refugiado com um sonho de ser escritor que se vê forçado a abandonar o seu país e a vir para Amsterdam. Talvez o livro mais acessível de ler desta lista, mas também com uma narrativa bastante emocionante.

5. Toen niemand iets de doen had, Toon Telegen – uma compilação de histórias muito especiais sobre amizade, companheirismo, solidão e tristeza, vividas por um grupo de animais que vivem num bosque e que gostam de comer bolos e tartes! Um livro infantil, que honestamente foi díficil de ler para mim, porque neste mundo em que os animais fazem festas dia sim, dia sim, a linguagem e a história não são lineares, com significados escondidos e alguma loucura pelo meio.

6. Het diner, Herman Koch – um best seller Holandês, que já foi adaptado ao cinema, cujo enredo acontece à volta de um jantar familiar e que se desenrola ao ritmo de uma trama policial. Não posso contar muito porque senão estrago completamente a leitura. Um livro mais longo que todos os outros aqui descritos, mas que se lê bastante bem. Um género de leitura light, mas com algumas mensagens interessante sobre a sociedade actual.

7. De grote wereld, Artur Japin – uma história baseada em factos reais contada pela voz de duas pessoas pequenas (tentando não usar o termo anões), que tentam escapar da Alemanha nazi para Inglaterra numa companhia de circo. Uma história que desafia a noção de normalidade e que nos mostra a díficil realidade com que muitas pessoas pequenas tinham que (sobre)viver em circos até ao século XX. A linguagem é relativamente acessível, mas algumas vezes a leitura torna-se difícil, uma vez que a história não tem uma linha de tempo linear.

8. Kinderjaren, Jona Oberski – um relato autobiográfico dos primeiros anos vida de Jona Oberski, primeiro em Amsterdam e depois no campo de concentração de Bergen Belsen durante a ocupação Nazi. Um relato emocionante pelos olhos de uma criança, com linguagem muito simples, mas que é difícil por todas as razões.

 

E aqui fica! Espero que gostem.

Fico a aguardar também as vossas sugestões de leitura para 2016, em Português, Inglês ou Holandês :) E não menos importante, um bom ano a todos!

Para além de pôr a leitura em dia, também quero por a escrita aqui no blog!

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6 comentários

  1. Leituras interessantes! E uma boa maneira de ir treinando o Holandês ;)

    1. Obrigada! Sim e excelente para melhorar aos poucos a compreensao e o vocabulario. Como vai o teu Sueco e Holandes? :)

  2. Boa noite. Tb estou nessa luta! :) Foi graças a ler o seu blogue que me inscrevi no programa Gilde – Samen Spreken e que comecei -e ainda estou- a ler o livro De Kraai. Gostava de fazer parte de um bookclub assim. Não havendo, vou comentando o livro com o meu vrijwilliger. Vou guardar este post para dps escolher nova leitura. Obrigada.

    1. Ola Lara! Muitoooo obrigada pelo comentario. Fiquei muito contente por saber que os meus posts sao uteis para ti! :) e que tambem estas no Gilde e a tentar ler livros em Holandes. Boa sorte com a aprendizagem! Eu sei como nem sempre e facil…vou continuar a deixar algumas sugestoes de livros, por isso vai deixando o teu comentario. Se tiveres sugestoes fico muito contente se as deixares tambem aqui.

      1. Olá! Vim dizer-te o que tenho andado a ler e deixar uma dica para quem, como nós, ande a querer ler em holandês livros que sejam de leitura mais acessível. Contei-te que estava a ler o Het Diner, de Herman Koch. Já o acabei entretanto. A estória, enfim, é mais ou menos só, mas lê-se bem e aprendi bastantes palavras novas. Depois comecei o Het Kind en Ik. Foi mal pensado, tinha que ir ver quase todas as palavras ao dicionário e fiquei desmotivada. Mas entretanto, por causa do Het Diner, fiquei a conhecer a coleção de livros de leitura fácil da leeslicht. No site deles tem a lista de livros que eles adaptaram a uma linguagem mais simples e abreviados. Tem muito por onde escolher. Agora estou a ler o Hoe Duur was de Suiker?
        Fica a dica, talvez queiras dar uma olhada por lá também.
        Bjinhos
        Lara

      2. Que dica excelente Lara! Obrigada pela motivação :))) eu vou escrever amanhã um post sobre mais um livro que li. Por acaso, vi o filme do Hoe duur was het suiker e gostei!

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