Viajar (a trabalho) pela vizinhança Holandesa

Em Novembro o tema do Boteco é viagens. Mas nos últimos meses, quase tudo tem sido trabalho para mim, e viajar não tem sido uma exceção. Mas viajar a trabalho não se enquadra a 100% na minha definição de “fazer uma viagem”.

Boteco

Viagem no sentido que mais aprecio, implica disponibilidade e tempo para disfrutar de uma nova realidade, de uma paisagem diferente e de um estado de espírito que foge da rotina do dia-a-dia. Não é preciso ir para lugares exóticos para conseguir o sentimento especial de se estar em viagem, em que o tempo abranda e se saboreiam as coisas com olhos mais atentos. Na verdade, o “vá para fora cá dentro”, seja em Portugal ou na Holanda, tem me proporcionado boas viagens.

Agora, viajar a trabalho, raras as excepções, limita-se a uma deslocação com pequenos momentos de descoberta, entre a azáfama das horas. A viagem a trabalho é escrava de relógios, horários e compromissos. Um comboio para apanhar, outra reunião para ir, o trânsito para evitar!

E foram assim as minhas 3 últimas semanas: viagens de trabalho, com alguns momentos de reflexão, em comboios ou perdida no trânsito nos países vizinhos da Holanda.

Alemanha

“Olhem afinal até as “nuvens” são made in Germany!” A piada que consegui fazer, depois de umas largas horas de viagem entre paisagem industrial. Ainda me surpreendem a quantidade de camiões nas estradas e as muitas chaminés que se vêem na paisagem Alemã, comparativamente com a Holanda.


Claro que não é só de paisagem industrial que se consegue disfrutar. A caminho do almoço em Cologne, a lindíssima ponte que une o centro empresarial ao centro histórico, carregadissima de cadeados com promessas de amor eterno, e a complicar a vida dos engenheiros e dos seus cálculos de estabilidade!

A Catedral de Colónia vê se ao fundo da primeira foto, mas só ao final do dia, é que consegui passar pela praça central e dar-lhe um olá e adeus rápido. Ficou a vontade de voltar com mais tempo!




Bélgica

Durante 8 horas de comboio foi este o momento que consegui capturar, mesmo na saída de Antuérpia. Bon voya…ge! Aproveitei para pôr a leitura em dia e deixei-me levar no embalo das estações que passam, e que transformam o sotaque holandês no sotaque flameco, conforme os passageiros entram e saiem.

Luxemburgo

O Nevoeiro cerrado durante o dia, não me deixou tirar fotos nem ver como é o sítio onde fique instalada: a pequena Suíça Luxemburguesa! As imagens dos panfletos em cima do balcão do hotel prometiam maravilhas: montanhas, floresta e castelos. Muitos prometiam passeios de BTT e caminhadas pela natureza, a única coisa que me apetece fazer nos últimos tempos. A pequena “Suíça Luxemburguesa” e que tanto me faz lembrar de Portugal. Os nomes dos restaurantes, a cara familiar pessoas que nos atendem, o som de português falado aqui e ali.

IMG_5466

Talvez o único benefício da viagem a trabalho seja mesmo a vontade que fica em viajar como deve ser! A vontade de ter tempo para entrar em catedrais, para provar as iguarias locais, ver os castelos e fazer caminhadas. Vontade de voltar a ter tempo e não ser comandada por ele.

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4 comentários

  1. Mesmo em trabalho, vale sempre a pena. Trazemos sempre alguma coisa connisco, quanto mais não seja o desejo de voltar. :-)
    O trabalho já me levou à China. Se quiseres espreitar a minha experiência aqui tens o link: http://alimonadadavida.blogspot.pt/2014/08/o-dia-em-que-fui-china-ou-quando-fiquei.html

  2. Olá, pelo menos o teu trabalho não é monótono, sempre dás umas voltinhas! Para a proxima vais em lazer ;)

  3. Apesar de falares nas viagens de trabalho, e que elas não são o mesmo que as de lazer, este post deu-me vontade de viajar! Gostei muito! E se alguma vez regressares à Antuérpia era bom combinarmos para tomar um café! Não vivo extremamente perto, mas gosto sempre de lá ir! :D

  4. Exacto! Mesmo em trabalho, vale sempre a pena. Felizmente, agora também tenho essa sorte :)

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