Festival North Sea Jazz: bom demais!

O Domingo passado rumamos a Rotterdam para irmos pela primeira vez ao North Sea Jazz Festival.

Descobrimos este festival completamente por acaso. Enquanto pesquisava rapidamente por um artista que gosto bastante, o Jose James, e tentava descobrir se ele vinha à Holanda num destes dias.

Foi aí que esbarrei com o Festival, uma vez que José James iria estar no North Sea Jazz no último dia do festival. Mas, o mais surpreendente, é que José James estava longe de ser o único nome que me agradava nesse dia. Uma lista infindável de outros artistas, e alguns deles autênticas lendas vivas do Jazz estavam no alinhamento de Domingo passado. Nomes como Herbie Hancock (que já tive a felicidade de ver uma vez ao vivo em Portugal), Bobby Womack e Ron Carter. E a estes nomes juntavam-se outros como Ben Harper & Charlie Musselwhite, Marcus Miller, Charlie Wilson e Sting. E ali no meio dos grandes nomes do Jazz, Blues e Pop ainda se encontrava um nome emergente: Kendrick Lammar, coroado o novo Rei da West Coast por Dr. Dre e Snoop Dog.

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Foto: Jose James a abrir o 5.º concerto dele na história do North Sea Jazz

De repente pareceu-nos impossível não ir a este dia do North Sea: só o cartaz era bom demais para ser verdade. O único problema de um cartaz tão bom? Ser impossível estar em todos os espectáculos que queríamos ver e arranjar bons lugares para aqueles que considerámos essenciais. O segundo problema? O preço. De facto não é barato. Mas como poderão perceber no final do post: este festival vale todos os cêntimos que custa.

Munidos de um plano de acção com horários, salas e a escolha do alinhamento dos concertos que queríamos ver (construído a partir de uma folha de Excel, depois de 2 horas a olhar para o programa geral) entrámos no edifício do festival perto das 14h30 quando as portas abriram oficialmente.

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Foto: Kendrick Lammar ao vivo com o tema Money Trees

Chamo-lhe edifício e não recinto, porque a designação recinto é muito utilizada em Portugal para descrever os descampados onde os nossos festivais de Verão acontecem, o que não é bem o caso deste festival. Estamos mesmo a falar de um centro de congressos com salas grandes e arejadas, auditórios mais intimistas, palcos totalmente ao ar livre e um sem número de recantos que fazem com que o North Sea Jazz seja um dos maiores festivais onde já estive, conseguindo manter ao mesmo tempo de forma soberba um carácter reservado, intimista, descontraído e confortável.

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Foto: Ben Harper & Charlie Musselwhite no registo de Blues

70.000 pessoas que se deslocam de palco em palco, de sala em sala, mas que parecem 7.000. Não há filas, não há encontrões para coisa nenhuma: nem para ir para um palco diferente, nem para ir à casa de banho, nem para comer um hambúrguer. E em questão de comes e bebes, este festival supera alguns festivais gastronómicos que por aí andam, apesar de limitado pelo enquadramento gastronómico holandês, que não é de todo genial.

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Foto: O legendário Bobby Womack (bem ao fundoooo…mas vê-se no ecrã que está ali para as curvas)

Das 14h30 às 22h30, foram certamente mais de 7 concertos muito bem passados. Começamos pelo excêntrico Charlie Wilson, depois um pouco de Chris Dave and the Drumheads, depois Marcus Miller, depois Ben Harper, depois um pouco de Bobby Womack, depois José James, depois um pouco de Valerie June, depois Kendrick Lammar  e depois um pouco de Sting.

E na lista dos meus preferidos ficaram mesmo Jose James, com o seu estilo e voz inconfundível e Ben Harper com Charlie Musselwhite num concerto de blues muito poderoso. Mas também foi excelente descobrir Valerie June, Marcus Miller e ver ao vivo Kendrick Lammar.

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Foto: Despedida do Ahoy em Rotterdam, casa por 3 dias do North Sea Jazz

Às 22h30 estávamos completamente exaustos e com medo de perder o comboio e das consequências que isso traria ao  dia seguinte de trabalho, e deixámos infelizmente, com um passo apressado, a edição de 2013 do North Sea Jazz. Descobrimos depois que o Festival já existe desde 1976 e que sempre trouxe à Europa os grandes nomes Norte Americanos  e os juntou com outros mais experimentalistas do Jazz Europeu.

O festival que desconhecíamos por completo, mas que certamente está a par com outros grandes do mesmo género na Europa, como Montreaux. Recomendo sem hesitações a todos os que gostam deste género de música.

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2 comentários

  1. […] com estas questões que me deparei quando fiz uma outra descoberta no North Sea Jazz Festival. Descobrimos a cantora Nynke,  conhecida por ser uma cantora de Fado que canta no dialecto da […]

  2. Para o ano há mais :)

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